quinta-feira, 15 de julho de 2010

Trololó na TV Cultura e mais

"http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=597IPB010"

Trololó na TV Cultura

Por Nelson Hoineff em 12/7/2010

A bola queimou para a TV Cultura, com as demissões dos jornalistas
Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli. Explicações complicadas terão que
ser dadas pelo candidato à presidência José Serra – acusado de ter
pedido a cabeça dos jornalistas – e pelo vice-presidente de conteúdo
da emissora, Fernando Vieira de Mello, recém-chegado por lá, após ter
sido afastado da Band.

Como já é amplamente sabido, as duas demissões supostamente têm na
base questionamentos feitos pelos jornalistas ao alto preço dos
pedágios nas estradas de São Paulo – Barbeiro no Roda Viva, onde Serra
considerou a questão um "trololó petista"; Priolli em reportagem para
o Jornal da Cultura, e que sequer estava editada.

Barbeiro era um nome importante do jornalismo da Cultura havia muitos
anos; foi editor, repórter, apresentador e âncora. Priolli teve várias
passagens pela emissora, mas tornou-se diretor do Jornalismo apenas
cinco dias antes de ser demitido. É possivelmente um recorde mundial,
que deixa para a TV Cultura uma questão que ela tem que responder com
urgência: ou o novo diretor de Jornalismo, que a emissora conhecia bem
em várias outras funções, demonstrou uma inadequação meteórica para o
cargo, ou a emissora cedeu mesmo, como escreveram Luis Nassif e outros
jornalistas, às exigências do candidato tucano.

Diálogo de répteis

Se isso não é envaidecedor para José Serra, é muito menos para a
emissora. Menos ainda para a utopia de se construir uma televisão
pública livre no Brasil. O incidente deixa a TV Cultura numa situação
visivelmente constrangedora, mas impacta enormemente o debate que
vinha acontecendo – especialmente desde a criação da Empresa Brasil de
Comunicação (EBC) – sobre a possibilidade de sobrevivência do
jornalismo independente numa televisão pública.

A principal razão para isso é que a própria Cultura vinha ironicamente
sendo apontada como um modelo bem sucedido dessa possibilidade. Isso
em oposição à EBC, que como empresa alegadamente ainda não conseguiu
decolar, cujo jornalismo foi esfacelado há tempos, onde essa história
de independência é uma balela.

Em vista do experimentado pela EBC – e à luz do que acontece neste
momento na TV Cultura –, televisão pública e jornalismo independente
parecem ser no Brasil expressões mutuamente excludentes. Mas se o
jornalismo não é independente numa televisão pública, não ofenderá
perguntar:

– A quem interessa, então, uma televisão pública, e por que os
governos investem tanto dinheiro nelas?

A possibilidade de construção de uma televisão pública livre, original
e relevante é inversamente proporcional ao nível de promiscuidade que
possa existir entre governos e seus partidos e os mecanismos de gestão
dessas emissoras. Se for comprovado que o PSDB demitiu dois
jornalistas da Cultura por terem feito perguntas sobre os pedágios das
estradas paulistas, isso autorizará a EBC a afastar quem se posicione
criticamente a qualquer ação do governo Lula. Tal quadro estaria
alguns pontos abaixo de um diálogo de répteis – subvencionado pelo
dinheiro da sociedade brasileira.

Fundo do poço

A sociedade tem que saber imediatamente se Heródoto Barbeiro e Gabriel
Priolli foram de fato demitidos por ordem de José Serra. Se não, por
que o foram, que tipo de erros contundentes ambos cometeram – até
porque são nomes conhecidos pelo público e respeitados no ambiente
profissional.

A sociedade tem também que saber quem está ganhando dinheiro público
nas emissoras públicas para não lutar por sua independência e, pelo
contrário, torná-las mais e mais subservientes aos interesses dos
políticos.

Relações promíscuas com vários setores estão no DNA de muitos
políticos – não refiro a qualquer um em especial – e isso talvez não
possa ser combatido com tanta facilidade. Mas "laranjas" que são
postos nas televisões públicas que o povo está pagando – e que as
colocam a serviço do atraso, que as lançam ostensivamente no
descrédito público –, estes devem ser combatidos e denunciados por
quem quer que defenda a possibilidade de uma imprensa equilibrada, de
uma televisão pública independente e voltada para o interesse público.

Ser conivente com isso é jogar a televisão brasileira no fundo do
poço, é trair os mais elementares ideais libertários.

***

ENTRE ASPAS

Sayad nega ingerência política na TV Cultura

Sonia Racy e Jotabê Medeiros # reproduzido de O Estado de S.Paulo, 12/7/2010

O presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, negou ontem
[domingo, 11/7] ter havido motivação política no afastamento de
Gabriel Priolli da Diretoria de Jornalismo da TV Cultura. Ele alegou
que Priolli não tinha o perfil adequado para o cargo na emissora,
gerida pela fundação.

"Foi uma escolha equivocada", afirmou Sayad. Jornalista experiente,
com passagem por alguns dos principais jornais e televisões do Brasil,
Priolli trabalha para a TV Cultura há mais de uma década e permaneceu
apenas uma semana no cargo.

Seu afastamento alimentou a suspeita de ingerência política na
emissora pública ligada ao governo de São Paulo. Segundo versão
amplificada pela internet, Priolli foi afastado do posto por orientar
a produção de uma reportagem sobre as tarifas de pedágio nas estradas
estaduais, tema abordado com insistência pela campanha do PT ao
governo paulista.

O jornalista preferiu não se manifestar sobre o episódio: "Vou manter
silêncio, pois ainda sou funcionário da TV Cultura". O destino de
Priolli dentro da emissora deve ser definido hoje, em reunião com o
vice-presidente da fundação, Ronaldo Bianchi. Tanto a nomeação quanto
a destituição de Priolli foram comunicadas a ele pelo diretor de
Conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello.

O seção paulista do PT anunciou que vai pedir ao Ministério Público
Eleitoral que investigue o afastamento de Priolli. O candidato do
partido ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, foi entrevistado
para a reportagem sobre pedágios, assim como o candidato do PSDB,
Geraldo Alckmin.

***

Pedágio na Cultura

Fernando de Barros e Silva # reproduzido da Folha de S.Paulo, 12/7/2010

Começou mal, muito mal, a gestão de João Sayad à frente da TV Cultura
de São Paulo.

Na quarta-feira da última semana, confeccionava-se, para o jornal
noturno da emissora, uma reportagem sobre os pedágios paulistas, aos
quais o próprio candidato tucano ao governo, Geraldo Alckmin, havia
feito reparos. No início da noite, o diretor de jornalismo da TV
Cultura, Gabriel Priolli, foi chamado à sala de Fernando Vieira de
Mello, vice-presidente de conteúdo.

Ali ouviu a bronca: a TV não poderia se ocupar de assunto tão delicado
sem o seu conhecimento prévio. Vieira de Mello ecoava um protesto que
tinha origem em algum escaninho da burocracia tucana.

A reportagem não foi ao ar naquela noite. E Priolli foi afastado de
suas funções na tarde de quinta-feira. Durou uma semana no cargo.

Consta que a reportagem sobre os pedágios foi exibida na noite de
sexta, feriadão de 9 de julho. E alega-se que foi derrubada na
antevéspera porque estava "mal feita". Ninguém deve ter visto o
resultado final. Como quase ninguém teria visto se fosse exibida na
quarta.

A verdade é que a Cultura é uma TV mais lida do que assistida. Os
próprios conselheiros da Fundação Padre Anchieta acompanham a emissora
pela imprensa.

A saída de Heródoto Barbeiro do "Roda Viva" nada tem a ver com a
pergunta que ele fez no programa a José Serra uma semana antes
-justamente sobre pedágios. A sua substituição por Marília Gabriela já
estava acertada pela direção. Mas, ao enviar Priolli para a Sibéria,
os tucanos conseguiram transformar uma mentira em algo verossímil.

O episódio escancara a ingerência política do tucanato na TV pública
de São Paulo. Quando uma reportagem sobre pedágios vira questão de
Estado, então é melhor fechar o departamento de jornalismo e exibir
"Cocoricó", onde ao menos as crianças são levadas a sério.

***

Diretor de jornalismo da Cultura é afastado

Ana Paula Sousa # reproduzido da Folha de S.Paulo, 10/7/2010

Após uma semana no posto, o jornalista Gabriel Priolli deixou de ser
diretor de jornalismo da TV Cultura. A decisão, tomada pelo jornalista
Fernando Vieira de Mello, vice-presidente de conteúdo da emissora,
alimentou boatos a respeito da ingerência política sobre o canal.

No final da tarde de quinta-feira [8/7], Mello chamou Priolli à sua
sala para comunicá-lo do afastamento. Priolli, que já era funcionário
da Cultura, disse, à Folha, que preferia não falar sobre o episódio.

Nos corredores da emissora e na blogosfera, circula a informação de
que, por trás da saída de Priolli, está uma reportagem sobre problemas
e aumento nos pedágios.

A reportagem teria sido "derrubada" – jargão para o que não é
veiculado – por Mello. "A reportagem não foi ao ar na quarta-feira por
uma razão simples: não estava pronta", diz Mello.

"Eram ouvidos só [Geraldo] Alckmin e [Aloísio] Mercadante. Em período
eleitoral, somos obrigados a ouvir todos os candidatos. Foi isso que
fizemos", acrescenta.

De acordo com ele, o material iria ao ar ontem [9/7] à noite, no
Jornal da Cultura.

Dias antes, outra dança de cadeiras originou rumores sobre a
influência do governo estadual sobre a TV.

Segundo estes, Heródoto Barbeiro teria sido substituído por Marília
Gabriela no Roda Viva por ter feito uma pergunta incômoda a Serra.

A TV atrela a mudança à busca de uma "nova cara" para o canal. Mello
observa, ainda, que nem Priolli nem Barbeiro foram demitidos. Ambos
devem assumir novas posições na emissora.

domingo, 11 de julho de 2010

Serra ordena demissões na TV Cultura

Por Altamiro Borges em 09/07/2010

Assista o vídeo: "http://www.youtube.com/watch?v=ZK4s6KaUdzc"

Dois renomados jornalistas da TV Cultura, tutelada pelo governo paulista, foram demitidos nos últimos dias: Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli.

Por mera coincidência, ambos questionaram os abusivos pedágios cobrados nas rodovias privatizadas do estado. A mídia demotucana, que tanto bravateia sobre a “liberdade de expressão”, evita tratar do assunto, que relembra a perseguição e a censura nos piores tempos da ditadura. Ela não vacila em blindar o presidenciável José Serra.

Heródoto Barbeiro, apresentador do programa Roda Viva, foi demitido após perguntar, ao vivo, sobre os altos pedágios. O ex-governador Serra, autoritário e despreparado, atacou o jornalista, acusando-o de repetir o “trololó petista”. Heródoto será substituído por Marília Gabriela, uma das estrelas da Rede Globo. Já Gabriel Priolli, que assumira a função de diretor de jornalismo da TV Cultura apenas uma semana antes, foi sumariamente dispensado ao pautar uma reportagem sobre o “delicado” assunto, que tanto incomoda e irrita os tucanos.

Risco à liberdade de expressão

Sua equipe chegou a entrevistar Geraldo Alckmin e Aloizio Mercadante, candidatos ao governo paulista. Mas pouco antes de ser exibida, a reportagem foi suspensa por ordens do novo vice-presidente de conteúdo da emissora, Fernando Vieira de Mello. “Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre viagens dos candidatos” e “Priolli foi demitido do cargo”, relata o sempre bem informado Luis Nassif, que também foi alvo de perseguições na TV Cultura.

Entre os jornalistas, não há dúvida de que mais estas demissões foram ordenadas diretamente por José Serra. Nas redes privadas de rádio e TV e nos jornalões e revistonas, o grão-tucano goza de forte influência. Ele costuma freqüentar as confortáveis salas dos barões da mídia. Ele também é conhecido por ligar para as redações exigindo a cabeça de repórteres inconvenientes. Depois os tucanos e a sua mídia ainda falam nos ataques à liberdade de expressão no governo Lula.

“Para quem ainda têm dúvidas, a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder da mídia, que já tem o poder de Estado”, alerta Nassif. Aguarda-se, agora, algum pronunciamento de Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli sobre o ditador José Serra, para o bem da dignidade dos jornalistas e do jornalismo.


Matéria original do blog do Luis Nassif, 08/07/2010 às 22h25,
"http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/pedagio-derruba-mais-um-jornalista-da-tv-cultura"


Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura

“Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem [quarta 07], planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aluizio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial.

Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana. Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

--
Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo "ListaRepea". É
uma lista para trocar idéias e aprender uns com os outros, compartilhando informação e conhecimento sobre educação ambiental.
Esta lista é cuidada por Rosmari Lazarini e Wilson Barbosa.

Para alterações, solicitações de inclusão e exclusão <>
ou escreva para:
rosmarilazarini@gmail.com ou wbwilsonbarbosa@gmail.com

Para postar neste grupo, envie um e-mail para
listarepea@googlegroups.com

Para ver mais opções, visite este grupo em
http://groups.google.com.br/group/listarepea?hl=pt-BR

E olha o descaso de Serra

http://www.youtube.com/watch?v=ZK4s6KaUdzc&feature=player_embedded

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Serra critica movimentos sociais e promete ampliar fronteiras agrícolas

Por Fábio M. Michel


São Paulo – O candidato do PSDB à presidência da república, José Serra, fez críticas ao Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a outras organizações sociais que lutam por reforma agrária. Também disparou contra ONGs ambientalistas, acusando-as de “terrorismo”. As afirmações foram feitas nesta quinta-feira (1º), durantesabatina organizada pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), em Brasília. Dos três principais concorrentes ao Planalto, ele foi o único presente ao evento (confira box).
O evento teve presença maciça de senadores e deputados da bancada ruralista no Congresso, além de representantes de setores do agronegócio e do recém-promovido candidato a vice-presidente na chapa de oposição, deputado Indio da Costa (DEM-RJ). A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA, abriu a sabatina, apontando o que considera entraves ao pleno exercício do livre-mercado da agricultura e da pecuária.
Suas críticas passaram pela atuação dos movimentos sociais ligados à posse da terra, como o MST e a Contag, pelos gargalos de infraestrutura para o escoamento da produção, a carga tributária incidente sobre insumos e sobre a comercialização dos produtos agrícolas e pelo que chamou de “terrorismo ambiental”, referindo-se à defesa, por ONGs e movimentos sociais, de áreas de preservação, territórios indígenas e quilombolas etc.
“O importante é que devemos buscar a prevalência da competitividade. Estamos abrindo mão de áreas altamente produtivas em nome da preservação”, prometeu. Uma das principais demandas dos ruralistas é a ampliação da fronteira agropecuária, especialmente no Norte e Centro-Oeste, sobre áreas da Amazônia Legal.
Aridez e promessas
Mesmo sem entusiasmar os presentes, Serra fez promessas que provocaram aplausos. Entre elas, a de que vai investir no que chamou de “defensivo (agrícola) genérico”. Sem entrar em detalhes, ele justificou a premissa dizendo que o mercado desse tipo de insumo “está muito oligopolizado”, controlado por um grupo pequeno de empresas – fenômeno que ocorre também no mercado internacional.
O tucano afirmou também que vai criar um seguro e garantia de preço mínimo para a produção e que, se eleito vai acumular os cargos de presidente e de superintendente do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A “promessa” foi feita ao responder a um produtor rural instalado naquela região, que se queixava do rigor dos monitoramentos por satélite, que normalmente indicam grande quantidade de focos de desmatamentos ilegais.
Barulho
No último bloco da sabatina, Serra foi questionado se achava possível e como faria para resolver os conflitos de interesses entre o agronegócio e as questões ambientais. Foi o único momento em que o candidato mostrou-se incomodado. “A Marina estava certa em querer saber as perguntas antes”, esbravejou.
A resposta foi evasiva, mas mostrou que ele preferiu agradar, ao menos parcialmente, os presentes. “Acredito na razão. Tem que ter um projeto e ouvir os representantes de todos os lados. Estas questões têm que ter um encaminhamento objetivo. Tem setores que defendem interesses pequenos, mas são barulhentos. Acredito em buscar um jogo de soma positiva, em que todos os lados ganham”, ponderou.
Escorregada
Serra saiu em defesa de Índio da Costa, após a conturbada escolha de seu vice na convensão do DEM. O tucano também cometeu uma gafe com seu mais novo parceiro. “O Indio foi um namorador, não sei se continua… hoje ele só tem uma namorada. Ele me disse por telefone ‘não tenho amantes’. Eu disse ‘não precisa exagerar, mas tem que ser uma coisa discreta’. Não estou pregando aqui pular cerca no casamento, mas também não precisa exagerar”, comentou Serra, ao falar sobre a ex-mulher de Índio da Costa, Rafaella Cacciola, que é filha do banqueiro Salvatore Cacciola, condenado a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e gestão fraudulenta.
Costa a deixou, casou-se novamente e outra vez separou-se. Os tucanos a tratam com ex-namorada do candidato a vice na chapa de Serra.


(Da Rede Brasil Atual.)
A Agentes da Cidadania pede passagem:
"www.agentesdacidadania.org.br"

domingo, 27 de junho de 2010

Governo paulista autoriza aumento em 135 praças de pedágio

Foi confirmado neste sábado (26/06) o aumento dos pedágios paulistas no dia 01 de julho. O percentual varia entre 4,18% para os antigos lotes (12) e 5,22% para os novos(6). No total o aumento está confirmado para 135 praças de pedágio, de 18 concessionárias paulistas. Em 80 praças os pedágios terão valores quebrados, com valores que terminam em R$ 0,05 (cinco centavos).

Em rodovias de grande fluxo como Anhanguera e Bandeirantes o motorista irá pagar R$ 6,35 na maioria das praças, contra R$ 6,20 cobrados atualmente. No Rodoanel Oeste passará de R$ 1,30 para R$ 1,35.Na Imigrantes e Anchieta os pedágios que agora são de R$ 17,80 passará para R$ 18,50 confirmado neste sábado (26/06) o aumento dos pedágios paulistas no dia 01 de julho. O percentual varia entre 4,18% para os antigos lotes (12) e 5,22% para os novos (6). No total o aumento está confirmado para 135 praças de pedágio, de 18 concessionárias paulistas. Em 80 praças os pedágios terão valores quebrados, com valores que terminam em R$ 0,05 (cinco centavos).

Envolve as seguintes concessionárias de rodovias:
Autoban,Tebe, Intervias, ViaNorte, Centrovias, Triângulo do Sol, Autovias, Renovias, ViaOeste, Colinas, SPVias, Ecovias, Rota das Bandeiras, Cart, Via Rondon, Rodovias do Tietê, Ecopistas, Rodoanel Oeste. Portanto, são 18 lotes de concessão de rodovias.

Como haverá muitos casos de valores com R$ 0,05 (cinco centavos), as concessionárias acreditam que isso irá prejudicar o fluxo e o presidente da entidade que as representa, Moacyr Duarte, da ABCR, disse á imprensa de São Paulo que é fato grave e representa quebra de contrato, pois havia previsão de arredondamento para mais ou menos, evitando o valor quebrado.

Em rodovias de grande fluxo como Anhanguera e Bandeirantes o motorista irá pagar R$ 6,35 na maioria das praças, contra R$ 6,20 cobrados atualmente. No Rodoanel Oeste passará de R$ 1,30 para R$ 1,35.Na Imigrantes e Anchieta os pedágios que agora são de R$ 17,80 passará para R$ 18,50

sábado, 12 de junho de 2010

Pós Sociologia Politica 2009-2010 3/ Turma

http://www.youtube.com/watch?v=7E7zUoTyA8c


Este é um vídeo para finalizar a Pós de Sociologia Política 2009/2010

terça-feira, 8 de junho de 2010

Oscip contratada por Ivani vai receber R$ 2 milhões - Rodrigo Lima

A Prefeitura de Rio Preto vai pagar R$ 2 milhões para a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) “Instituto Sorrindo para a Vida” ao longo de 2010. A contratação da entidade, que vai fornecer serviços de assistência social e psicologia, ocorreu pela Secretaria de Assistência Social e está sob avaliação do Ministério Público Federal (MPF), que poderá abrir inquérito para apurar o caso.

A secretária de Assistência Social de Rio Preto, Ivani Vaz de Lima, defende a legalidade da contratação do instituto, que já recebeu R$ 750 mil neste ano dos cofres municipais. De acordo com informações encaminhadas pela própria secretária à Câmara, foram contratados pela Prefeitura - sem a realização de concurso público - 25 psicólogos e 36 assistentes sociais, totalizando 61 profissionais.

Ivani rejeita o termo “contratar” e alega que “compra” serviços da Oscip. O vereador Marco Rillo (PT), que defende a realização de concurso público para a área, também apura supostas irregularidades na contratação da Oscip, sendo que não houve licitação.

“A Secretaria de Assistência Social compra serviços e não contrata pessoas. A execução dos serviços comprados pode gerar contratação de pessoas que são de inteira responsabilidade do RH (Recursos Humanos) da Oscip. A quantidade ou não que se fizer necessária será conforme a Oscip entender a necessidade para o cumprimento de metas e resultados”, afirmou Ivani. Os profissionais atuam nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras).

Em Fernandópolis, o MPF recomendou ao prefeito Luiz Vilar (DEM) a suspensão do termo de parceria com a Oscip Instituto de Saúde e Meio Ambiente (Isama). O procurador da República Thiago Lacerda Nobre concedeu no final de maio prazo de 60 dias para a prefeitura reassumir os serviços de saúde no município, sob pena de ingressar com ação civil pública por improbidade contra o prefeito. Ele indica a realização de concurso público para contratação de profissionais da saúde.

Segundo Ivani, desde o dia 11 de abril foi firmado com o “Instituto Sorrindo para a Vida” o 2º termo de parceria pela Secretaria de Assistência Social. “Não é novidade parcerias através de termos de parcerias com as Oscips, elas existem aos montes na área de Saúde e Cultura. O nosso FIT (Festival Internacional de Teatro) é realizado por uma Oscip, assim como todas as oficinas culturais. Salvo engano a Oscip do FIT é a mesma há 5 anos”, afirmou a secretária.

A informação, porém, foi desmentida pelo secretário de Cultura, Deodoro Moreira. “Não existe nenhuma Oscip realizando o FIT. Ela (Ivani) se enganou. Estou avaliando contratar uma Oscip para gerenciar os núcleos de arte, mas isso vai depender de analisar da parceria pela Procuradoria”, disse Moreira.

De acordo com a secretária, cabe ao instituto definir quantidade de profissionais que serão contratados, a necessidade de contratação de empresas especializadas em determinados serviços, uniformes, qualificação de pessoal entre outros decisões. Ivani disse que cabe a pasta “verificar, cobrar, monitorar o cumprimento dos resultados, pois só através deles a Oscip será remunerada.”

A secretária afirmou que o plano de trabalho, que direciona a execução do termo de parceria com a Oscip, é definido de acordo com diretriz da Assistência Social. Ivani disse que tudo é verificado e acompanhado pelos integrantes do Conselho Municipal de Assistência Social na qual ela própria é a presidente.

Ivani afirmou que a contratação da Oscip ocorreu após consulta à Procuradoria Geral do Município e à Secretaria da Fazenda. “Inclusive estivemos também no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para realizarmos com segurança todos os atos necessários para o cumprimento da devida parceria”, afirmou a secretária.

O procurador-geral do município, Luiz Tavolaro, afirmou que emitiu parecer favorável à contratação da Oscip. “Tomamos todas as cautelas e isso que é importante. O TCE não apontou nenhuma irregularidade”, disse.

Contratação de Oscip é criticada

A ex-secretária da Assistência Social de Rio Preto Maria Aparecida Trazzi Vernuci, conhecida como Tida, criticou a contratação da Oscip “Instituto Sorrindo para a Vida” pela Secretaria de Assistência Social. Tida, que é assistente social do município, afirmou que o Conselho Municipal que aprovou o termo de parceria com a entidade está “sob o comando de Ivani.” Tida foi “colocada à disposição” por Ivani por não concordar com diretrizes da secretária.

“Pela norma da assistência, tem de ter concurso. Não pode contratar servidores, técnicos (sem concurso). Por isso ela (Ivani) conseguiu fazer tantos Cras (Centro de Referência da Assistência Social)”, afirmou Tida, que agora está lotada na Secretaria da Educação. “Me comunicou (da remoção) por telefone”, disse a ex-secretária, que em 2003 negou registro à entidade Programação Ação e Educação (PAE), então presidido por Ivani.

“Estão contratando psicólogos e assistentes sociais sem fazer o concurso público. Esses profissionais não são registrados na carteira de trabalho. Trabalham por meio de cooperativa”, afirmou a ex-secretária.

Ivani, por sua vez, diz que nova legislação de Assistência determina que sejam criados espaços públicos para o oferecimento e execução de programas, projetos e serviços. Além do Cras, voltado para serviços de proteção básica, a pasta implantou Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) para os serviços de proteção especial.